Os centros das cidades estão a ser reconstruídos ao ritmo de T0 e T1

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A "financeirização" da habitação urbana está a impor tipologias pequenas nos prédios reabilitados. Arquitectos pedem cuidados na reabilitação e defendem que tem de ser possível regressar a estas fracções quando o boom do turismo abrandar.

A estratégia do Governo que está actualmente em consulta pública e preconiza uma “Nova Geração de Políticas de Habitação” defende “a promoção da reabilitação do edificado” e a dinamização “do mercado de arrendamento para fins habitacionais permanentes” nos centros urbanos. Surge numa altura em que a dinâmica da reabilitação está em alta e a colocação de fogos no mercado também. Contudo, estas casas não são para o arrendamento de longa duração, mas antes para o turismo e o alojamento local. E as tipologias que estão a ser colocadas, quase sempre de dimensões mínimas, a insistir nos T0 e T1, também parece adequarem-se pouco ao regresso das famílias aos centros das cidades. E os que aí procuram habitação permanente esbarram com grandes dificuldades.

Hoje, é possível encontrar um T0 com 15 metros quadrados em plena Rua de Cedofeita, no Porto, a custar 1200 euros de renda mensal. Em Lisboa, um T1 em Alfama custa facilmente 2200 euros por mês. O discurso de quem procura é sempre o mesmo: o que existe disponível ou está em muito mau estado ou tem rendas altíssimas, e há muito pouca oferta para arrendamento de longa duração. “Enquanto o turismo estiver com esta força toda no centro da cidade, vai ser muito difícil convencer um proprietário a tirar casas do alojamento local em troca de benefícios fiscais”, resume Adriana Floret, fundadora de um dos primeiros gabinetes de arquitectura dedicados à reabilitação urbana no Porto, em 2001.

O alojamento de curta duração, as pequenas tipologias que permitem colocar maiores números de fracções no mercado, e obter rentabilidade imediata é, ainda, demasiado apetecível. “Corremos o risco de estarmos a perder diversidade cultural e social dentro da cidade, de estarmos a criar uma cidade com cafés, restaurantes e hotéis. Uma monocultura”, avisa Adriana Floret.

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