Casas para vender no Barlavento Algarvio precisam-se!

A procura por imóveis de luxo na Zona Oeste do Algarve tem vindo a crescer nos últimos anos, mas a paragem da construção durante a crise reflecte-se agora com falta de oferta. A solução tem sido a reabilitação. 

Segundo o primeiro estudo realizado sobre o mercado imobiliário na Zona Oeste do Algarve, também conhecido como Barlavento algarvio, levado a cabo pela ImoEconometrics e a Engel & Völkers (E&V) de Lagos, mediadora alemã de imobiliário de luxo, apesar do aumento na venda de casas, sobretudo para segunda habitação nos últimos dois anos, o número de transacções ainda se mantém inferior ao período anterior à ‘crise’ e a principal razão para isso, é a falta de oferta de construção nova.

Em 2016 foram construídas de raiz apenas 130 habitações em toda a Zona Oeste do Algarve e mesmo o volume de novos projectos de segunda habitação em pipeline, é em termos históricos, diminuto em relação à procura. Nem mesmo a oferta de alguns empreendimentos em construção irão colmatar a escassez de oferta. Verifica-se ainda que a procura por habitação subiu 74% em 2016, relativamente a 2012 (pico da crise), no entanto, o crescimento real sentido pelos agentes de mercado terá sido ainda superior a esse valor. 

Como a crise económica provocou uma quase paragem do setor residencial e a procura aumentou, foi necessário encontrar rapidamente uma solução e a reabilitação foi a solução. Sandra Matos, directora da E&V de Lagos, admite num artigo publicado no Jornal Económico que nos próximos dois anos não se deve verificar grandes alterações na oferta de projectos residenciais de segunda habitação no Barlavento, "o que observamos é o aumento dos preços de mercado dos imóveis usados. Numa boa localização o imóvel usado tem mesmo, no contexto actual, um valor de mercado muito próximo do novo. O grande motor do mercado imobiliário neste cenário tem sido a aposta na reabilitação".


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Foto: © Ricard12

O aumento da procura tem sido impulsionado pelo interesse estrangeiro – mesmo tendo sido sempre um dos potenciais compradores de imobiliário no Algarve -, acentuou-se nos últimos anos. O estudo revela que dos 529 milhões de euros de volume de vendas de habitação em 2016 no Barlavento, 33% foram de investimento estrangeiro. Os clientes são essencialmente do Norte da Europa, especialmente Alemanha, Suécia e Holanda. A responsável adianta ainda que a maioria dos clientes não compra uma segunda habitação a mais de quatro horas de voo do seu país de origem. "Com a diminuição das restrições ao crédito já se nota também uma retoma por parte do mercado nacional", admite também a directora da E&V de Lagos.

O que os procuram?

A análise do mercado indica ainda que a procura é muito variada e os que procuram uma casa de férias preferem moradias com piscina privada e valorizam a privacidade, a vista mar, ou golfe por forma a usufruir em pleno do lifestyle que o clima da região oferece.

Já quem procura um imóvel para investimento procura os spots mais turísticos e prefere os apartamentos ou moradias em resorts ou condomínios privados com piscina e serviços de gestão de propriedade. O objectivo é ter ao mesmo tempo uma casa de férias e um rendimento imediato. As tipologias T2 a T3 são as mais procuradas para este tipo de cliente. Já os clientes reformados gostam de estar perto da cidade e procuram conforto e segurança, a exposição solar e os terraços são muito importantes assim como a proximidade a pé de serviços como supermercados, ou farmácias e preferem apartamentos a moradias.

Três mil imóveis no mercado de oferta do Barlavento

Três mil imóveis no mercado de oferta do BarlaventoNo início de 2017, existiam cerca de três mil imóveis no mercado de oferta do Barlavento, sendo que os concelhos de Lagoa, Portimão e Lagos concentram quase 86% da oferta, enquanto Monchique representa apenas 1% de segunda habitação para venda. A oferta em contexto de resort também não é muito expressiva na região, representando apenas 23% do total da oferta de segunda habitação e com produto novo é ainda mais reduzida.

Os preços praticados também têm implicações directas no crescimento da procura. Apesar de se verificar um aumento dos preços, ainda se encontram abaixo do período de crise. No concelho de Portimão, os preços começaram a recuperar no final de 2014, tendo segundo o estudo, recuperado mais de 13%, depois de uma descida nominal de 22% durante a crise. Os preços médios de oferta de segunda habitação no Barlavento situam-se entre os 2.100 e os 2.500 euros o metro quadrado. Lagos e Lagoa são os concelhos onde se verificam os preços médios mais elevados.

O facto do Algarve suscitar cada vez mais o interesse internacional também origina o aumento da procura, com a vantagem de ter preços mais apetecíveis do que outras regiões da Europa. O Algarve é já um destino bastante consolidado e reconhecido internacionalmente. Em 2016, Portugal foi uma vez mais eleito como o melhor destino de Praia e Golfe da Europa e o Algarve o melhor lugar do mundo para se viver a reforma. A prestigiada revista Forbes, no seu ranking ‘os melhores países para investir em 2017’ colocou mesmo Portugal acima da Alemanha e Estados Unidos.

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