- 7 min ler
Como juntar dinheiro para comprar casa em 2025
Saiba como juntar dinheiro para comprar casa em 2025 com estratégias práticas de poupança

Comprar casa é, para muitos, um dos marcos mais significativos da vida adulta. Representa não apenas a concretização de um sonho, mas também um investimento de longo prazo, com impacto direto na estabilidade financeira e no bem-estar familiar. Em 2025, este objetivo mantém-se atual e desejado, mas é acompanhado de novos desafios que exigem um planeamento ainda mais rigoroso.
A conjuntura económica, marcada por oscilações nos preços do mercado imobiliário, subida das taxas de juro e um custo de vida mais elevado, tornou essencial a preparação antecipada de quem pretende dar este passo. Mais do que nunca, juntar dinheiro para comprar casa exige estratégia, disciplina e conhecimento. É necessário compreender não só quanto poupar, mas também como e onde aplicar os recursos disponíveis, para que cada euro contribua efetivamente para o objetivo final.
Para tomar decisões informadas, é essencial acompanhar a evolução do mercado imobiliário em Portuga. De acordo com o Relatório de Mercado Portugal 2023-2024, publicado pela Engel & Völkers, há uma tendência de valorização dos imóveis em regiões com maior procura e escassez de oferta, o que reforça a importância de começar a preparar o investimento com antecedência.
Ao longo deste artigo, serão partilhadas dicas práticas e conselhos úteis para quem está a planear comprar casa nos próximos meses ou anos. Desde a definição de objetivos financeiros à criação de um plano de poupança realista, passando por estratégias para reduzir despesas e maximizar rendimentos, pretende-se oferecer uma orientação clara e realista. Além disso, destaca-se a importância de contar com o apoio de profissionais qualificados no setor imobiliário, como a Engel & Völkers, que podem fazer toda a diferença durante o processo de compra.
Se está a pensar adquirir um imóvel em 2025, este é o momento ideal para começar a preparar-se. As decisões tomadas hoje vão influenciar diretamente a concretização do seu projeto no futuro.
1. Definir um objetivo financeiro claro e realista
Antes de iniciar qualquer plano de poupança, é essencial calcular com precisão o valor necessário para comprar casa. Em Portugal, o valor médio de aquisição de um imóvel em 2024 situava-se nos 160.000€ a 200.000€ fora das áreas urbanas principais, podendo ultrapassar 350.000€ nas grandes cidades como Lisboa e Porto. Para a entrada inicial, os bancos exigem normalmente entre 10% a 20% do valor do imóvel — ou seja, para uma casa de 200.000€, é necessário dispor entre 20.000€ e 40.000€, apenas para a entrada.
Além disso, é importante considerar:
IMT (Imposto Municipal sobre Transmissões Onerosas de Imóveis) – variável conforme o valor e tipologia do imóvel, com taxas entre 1% e 8%.
Imposto de selo – 0,8% sobre o valor da compra.
Despesas de escritura e registo – entre 1.000€ e 2.000€.
Custos de avaliação e comissão bancária – normalmente entre 300€ e 800€.
No total, os custos adicionais para comprar casa podem facilmente representar 7% a 10% do valor do imóvel. Ter um objetivo financeiro bem definido desde o início evita surpresas e permite estabelecer metas mensuráveis.
2. Criar um plano de poupança mensal automatizado
Com base no valor necessário, é possível calcular quanto deve ser poupado mensalmente. Por exemplo, para juntar 30.000€ em três anos, seria necessário poupar aproximadamente 833€ por mês. Caso o prazo seja mais longo — por exemplo, cinco anos — o valor reduz-se para cerca de 500€ mensais.
Automatizar essa poupança com transferências bancárias automáticas para uma conta à parte é uma forma comprovada de garantir consistência. Escolher produtos como contas-poupança remuneradas ou PPR com liquidez permite manter o dinheiro a render, com taxas entre 2% e 4% anuais, dependendo da instituição financeira.
3. Reduzir despesas fixas e supérfluas de forma estratégica
A maior parte das famílias portuguesas tem entre 60% a 70% do orçamento mensal comprometido com despesas fixas como habitação, transportes, alimentação, telecomunicações e energia. Pequenas otimizações podem libertar montantes significativos para a poupança:
Renegociar contratos de energia e comunicações pode gerar economias de até 25% ao ano.
Evitar créditos ao consumo ou consolidar empréstimos pode reduzir significativamente a taxa de esforço.
Cozinhar em casa em vez de refeições fora pode poupar mais de 150€ por mês em alguns casos.
Cancelar subscrições não essenciais (como plataformas de streaming que não são usadas) pode significar 20€ a 50€ por mês de economia.
Essas poupanças, quando canalizadas diretamente para o objetivo habitacional, aceleram o processo sem comprometer o conforto.
4. Aumentar o rendimento disponível com fontes complementares
Para além da poupança, é importante considerar formas de aumentar os rendimentos mensais. Algumas opções comuns em Portugal incluem:
Arrendar um quarto em casa (em plataformas como Idealista ou Uniplaces), com rendas médias entre 250€ e 400€ mensais, especialmente nas zonas urbanas.
Trabalhos freelancer ou a tempo parcial, nas áreas de apoio administrativo, marketing digital, explicações ou entregas.
Venda de artigos em segunda mão (vestuário, tecnologia, mobiliário), que pode gerar centenas de euros por trimestre, especialmente em plataformas como OLX ou Vinted.
Investir em formação certificada para aceder a cargos com maior rendimento. Em Portugal, a diferença entre um trabalhador com o ensino secundário e outro com ensino superior pode ultrapassar 30% no rendimento mensal.
Mesmo aumentos modestos de rendimento, se direcionados exclusivamente para o fundo de compra de casa, terão um impacto relevante.
5. Aproveitar apoios públicos e benefícios fiscais
Existem vários apoios estatais que podem ajudar na aquisição da primeira habitação, especialmente para jovens até 35 anos:
Programa Porta 65 Jovem – apoio ao arrendamento para jovens, permitindo a acumulação de poupança durante o período de subsídio.
Incentivos municipais – algumas câmaras municipais reduzem o valor do IMT ou do IMI para jovens ou famílias numerosas.
Regime de IRS Jovem – isenção parcial de imposto nos primeiros anos de trabalho, que pode ser aproveitada para poupança.
Isenção de IMT para imóveis até 97.064€ (em 2024) se for para habitação própria e permanente e primeira aquisição.
Consultar regularmente os sites da AT, Segurança Social e portais municipais pode fazer toda a diferença.
6. Analisar bem o mercado imobiliário
Ter uma leitura clara do mercado ajuda a definir estratégias mais eficazes. Por exemplo:
Em 2024, o preço por metro quadrado em Lisboa rondava os 5.200€/m², no Porto cerca de 3.500€/m², e em cidades médias como Braga ou Leiria situava-se entre 1.800€/m² e 2.400€/m².
Imóveis usados podem representar uma poupança média de 15% a 20% em relação aos novos.
Algumas zonas de reabilitação urbana oferecem incentivos fiscais e valorização a médio prazo.
Ter acesso a estudos de mercado detalhados, como os fornecidos pela Engel & Völkers, é essencial para identificar boas oportunidades e evitar sobreavaliações.
7. Evitar erros financeiros durante a fase de preparação
Os erros mais comuns cometidos por compradores são:
Comprometer-se com prestações superiores a 35% do rendimento líquido mensal, ultrapassando a taxa de esforço recomendada pelos bancos.
Ignorar os custos adicionais além do valor do imóvel (IMT, escritura, mobiliário, obras, etc.).
Fazer compras ou contrair créditos nos meses anteriores ao pedido de empréstimo bancário, o que pode afetar negativamente a análise de risco do banco.
Escolher imóveis com custos ocultos (condomínios muito altos, necessidade de obras estruturais, etc.).
Um planeamento detalhado, com o apoio de profissionais, evita decisões precipitadas e gastos inesperados.
8. Contar com apoio especializado no processo de compra
A compra de uma casa é uma decisão técnica, emocional e financeira. Contar com um parceiro com experiência pode ser decisivo para garantir segurança, transparência e eficiência no processo.
A Engel & Völkers, coloca à disposição dos seus clientes uma equipa altamente especializada que acompanha desde a seleção do imóvel até à negociação e finalização da compra. Com acesso a imóveis exclusivos, ferramentas tecnológicas avançadas e consultoria baseada em dados atualizados do mercado, esta abordagem profissional permite ao comprador tomar decisões informadas, alinhadas ao seu perfil e aos seus objetivos.
Além do acesso a imóveis exclusivos, a Engel & Völkers utiliza tecnologia e ferramentas avançadas para fornecer dados sempre atualizados do mercado imobiliário, garantindo que cada cliente tenha todas as informações necessárias para fazer uma compra segura e vantajosa. A consultoria personalizada permite que cada etapa do processo seja conduzida com profissionalismo, tornando a experiência de compra mais eficaz, transparente e vantajosa.
Poupar para comprar casa em 2025 é um desafio possível de alcançar com organização, estratégia e apoio especializado. Com um plano claro, disciplina e as ferramentas certas, transformar o sonho da casa própria em realidade está ao alcance de quem se prepara com antecedência.
Contacte a Engel & Völkers, o seu melhor aliado na procura do imóvel que deseja, com os melhores especialistas ao seu dispor.
Imóveis oferecidos
PARA MAIS INFORMAÇÕES
Contacte-nos



Engel & Völkers Portugal
Av. da Liberdade 196, 7º andar
1250-096 Lisboa, Portugal
Tel: +351 210 200 490